sábado, 21 de março de 2009

A FÉ QUE FAZ BEM À SAÚDE (Revista Época)

Pessoal, boa tarde... a paz do Senhor a todos.... tá na revista época dessa semana uma reportagem que aborda um intrigante assunto, sobretudo porque é fundamentado em uma atualizadíssima pesquisa científica.


É o seguinte: Novos estudos mostram que o cérebro é “programado” para acreditar em Deus – e que isso nos ajuda a viver mais e melhor.


(Letícia Sorg. Colaborou Marcela Buscato)


A capacidade inata de procurar a explicação de um fenômeno é uma das diferenças entre o ser humano e outros animais. O homem primitivo não tinha como entender eventos mais complexos, como a erupção de um vulcão, um eclipse ou um raio. A busca de explicações sobrenaturais pode ser considerada natural. Mas por que ela desembocou na fé e no surgimento das religiões? Cientistas de diferentes áreas se debruçaram sobre a questão nos últimos anos e chegaram a conclusões surpreendentes. Não só a fé parece estar programada em nosso cérebro, como teria benefícios para a saúde.


Com sua intuição genial, Charles Darwin, criador da teoria da evolução há 150 anos, já havia registrado ideia semelhante no livro "A descendência do homem", em 1871: “Uma crença em agentes espirituais onipresentes parece ser universal”. “Somos predispostos biologicamente a ter crenças, entre elas a religiosa”, diz Jordan Grafman, chefe do departamento de neurociência cognitiva do Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e Derrame. Grafman é o autor de uma das pesquisas mais recentes sobre o tema, publicada neste mês na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.


Em seu estudo, Grafman analisou o cérebro de 40 pessoas – religiosas e não religiosas – enquanto liam frases que confirmavam ou confrontavam a crença em Deus. Usando imagens de ressonância magnética funcional – que mede a oxigenação do cérebro –, o neurocientista descobriu que as partes ativadas durante a leitura de frases relacionadas à fé eram quase as mesmas usadas para entender as emoções e as intenções de outras pessoas. Isso quer dizer, segundo Grafman, que a capacidade de crer em um ser ou ordem superior possivelmente surgiu ao mesmo tempo que a habilidade de prever o comportamento de outra pessoa – fundamental para a sobrevivência da espécie e a formação da sociedade. E para estabelecer relações de causa e efeito. A interferência de um ser muito poderoso seria uma explicação eficiente para aplacar a necessidade de entender o que não se consegue explicar com o conhecimento comum.

Mas o que levaria o ser humano, dotado de razão, a acreditar que um velhinho de barba branca, em cima de uma nuvem, atira raios sobre a Terra? Ou que 72 virgens aguardam os fiéis no Paraíso? “Tendemos a atribuir características humanas às coisas, inclusive ao ser divino”, diz Andrew Newberg, neurocientista da Universidade da Pensilvânia, autor de outro importante estudo sobre o poder da meditação e da oração. “A crença religiosa surgiu como um efeito colateral da maneira como nossa mente é organizada, da maneira como ela funciona naturalmente”, diz Justin Barrett, antropólogo e professor da Universidade de Oxford.


Andrew Newberg - “O cérebro dos ateus é diferente” (FOTO ACIMA)

O neurocientista fala sobre seu livro Como Deus muda seu cérebro

ÉPOCA – Como Deus pode mudar a estrutura cerebral das pessoas?

Andrew Newberg – Os nossos estudos usando imagens do cérebro mostram que, no longo prazo, há alterações no lobo frontal (relacionado à memória e à regulação das emoções) e no sistema límbico (ligado às emoções). As pessoas tendem a conseguir controlar mais suas emoções e expressá-las. A meditação e a oração ajudam a melhorar a relação consigo mesmo e com os outros. Também especulamos que essas práticas alteram, inclusive, a química cerebral, como os níveis de serotonina e dopamina, que regulam nosso humor, nossa memória e o funcionamento geral de nosso corpo, mas ainda não temos provas disso.

ÉPOCA – Em seu livro, o senhor fala bastante da meditação, uma prática tradicionalmente ligada às religiões orientais. Existe alguma diferença entre, por exemplo, o catolicismo e o budismo?

Newberg – Não olhamos exatamente para as diferenças entre as religiões, mas para as diferentes práticas. A forma como você pratica a religião é mais importante que as ideias religiosas em si.

ÉPOCA – Há um consenso entre os cientistas de que a fé pode ajudar na manutenção da saúde?

Newberg – Muitos cientistas acreditam que a espiritualidade tem um papel na saúde. A pergunta é quem vai administrar isso e como os profissionais de saúde vão lidar com a espiritualidade de uma maneira apropriada e benéfica. Essas questões ainda não foram respondidas.

ÉPOCA – Há alguma diferença neurológica entre aqueles que creem e os que não creem em Deus?

Newberg – Encontramos algumas diferenças, sim, e também notamos diferenças dependendo do tipo de prática religiosa. O problema é que nunca sabemos se aquelas mudanças estão lá porque a pessoa é religiosa há muito tempo ou se ela nasceu daquela maneira e, por causa disso, procurou um tipo de religião ou meditação.

2 comentários:

nallyhta disse...

Muito bom esse artigo. Recentemete passou no Jornal Nacional uma notícia q m chamou à atencão. Um piloto de avião foi condenado a 10 anos de prisão por ter orado ao invés de ter tomado medidas necessárias quando os motores do avião falharam. O avião caiu matando, c ñ m engano 30 pessoas e as demais ficaram feridas. Qual a sua opinião em relação a isso?Nesse caso q viria primeiro a fé ou acão? O piloto agiu de maneira correta ou n?

Netanias dos Santos, Superintendente da EBD Filadélfia disse...

Nallyhta, bom dia... Tudo bem? Antes do Prof. Damasceno lhe responder, gostaria de dar-lhe minha opinião.
* Primeiro. O piloto agiu dentro do que Deus estabeleceu para o homem, "entregando seus planos e suas ações nas mãos de Deus e confiando nEle" - confira em Salmos 37.5.
* Segundo. A falha do avião, não foi em conseqüência, da oração, mas a oração foi conseqüência da falha... Na necessidade ou problema todos devemos buscar a Deus e a sua orientação.
* Terceiro. Já paramos para imaginar, que o próprio Diabo estivesse arquitetado "ceifar" todas as vidas naquele avião? Com certeza Deus deu uma oportunidade para os sobreviventes de buscarem a sua presença e o perdão dos pecados. E os outros? Não podemos pressupor, porque Deus também não permitiu mais essa change. O que podemos afirmar, que é há tempo de nascer e tempo de morrer.
* Quarto. A justiça, antes de condenar o piloto, que está na aeronave, na angústia, por falhas anteriores, deveria condenar os verdadeiros culpados - os fabricantes do avião, ou os técnicos responsáveis pela manutenção - já que o acidente não foi falha humana, mas mecânica.
Continue no aguardo, que o Prof. Damasceno, lhe dará mais explicações.