terça-feira, 29 de março de 2011

TÓPICOS DE FILOSOFIA: A CIÊNCIA, O CONHECIMENTO, O TEMPO E DEUS


Amados, a Paz do Senhor!

Continuando esta série sobre Filosofia, abaixo mais um artigo, trazendo à lume o conceito de ciência, perpassando pelo conhecimento, o tempo e finalizando com Deus, numa interligação dialética.

A CIÊNCIA, O CONHECIMENTO, O TEMPO E DEUS

As chamadas ciências modernas são uma aventura relativamente nova da razão e, antes de existirem, a palavra ciência já era conhecida e utilizada para designar muito mais que conhecimentos técnicos sobre a natureza. Ciência já teve um sentido muito mais vasto, significou conhecimento certo ou mesmo sabedoria.

Dependendo da época e dos autores, os tipos de conhecimentos podem variar muito, tanto em quantidade quanto em qualidade. Por exemplo, dois escritores brasileiros (PARRA FILHO e SANTOS, 1998) tentaram falar sobre os tipos de conhecimento em um livro de metodologia. No seu texto esses dois autores apontam conhecimentos como o intuitivo que vêm dos sentidos como a visão, a audição etc. Conhecimento racional que seria fruto quase que somente da razão e o conhecimento intelectual. Para esses autores essa última forma de conhecimento reúne a experiência (que eles chamam de intuição) e também a razão.

Bem, para eles o conhecimento científico é bem diferente e talvez melhor que todos esses citados.
Aquele conhecimento que todos temos no dia-a-dia das nossas vidas e que é comum nas pessoas mais idosas é denominado por Parra Filho e Santos de “[…] conhecimento vulgar […]” (p. 51).

Não creio que seja um problema dos autores citados acima, mas penso que há aqui uma dose de menosprezo já que, vulgar, entre outras coisas, pode significar algo desprezível e banal. Esse conhecimento que hoje parece desprestigiado pode ser bem aproveitado. Dissemos acima que dependendo da época e da pessoa que avalia o conhecimento, a importância de cada saber pode variar; é disso que gostaria realmente de tratar.

Um cearense, Manfredo Oliveira (1993), entende que a época em que vivemos influencia nosso pensamento muito mais do que imaginamos: o saber é determinado pela época em que é produzido. Vamos ver como é isso.

Aristóteles entendia que conhecer é algo próprio, natural do ser humano. Mas afirma, em uma de suas obras (Ética a Nicômaco) que aqueles nossos conhecimentos que produzem coisas úteis são conhecimentos de menor importância para a humanidade. Aristóteles vivia em um tempo em que a filosofia era o conhecimento mais valorizado e não se preocupava com a utilidade, como nos preocupamos hoje, no nosso tempo científico.

Muitos séculos depois de Aristóteles, já na Idade Média, Santo Agostinho entendia que o conhecimento não vem do homem, mas do Criador. Segundo Andery et al. para Agostinho, “É por meio da iluminação divina que o homem, por um processo interior, chega à verdade; não é o espírito (a mente humana), portanto, que cria a verdade, cabendo-lhe apenas descobri-la e isso se dá via Deus” (2001, p. 149).

Ou seja, para Aristóteles, que vivia na Grécia, onde a filosofia era muito importante e que não conheceu o Deus dos cristãos (com a nossa noção teológica de hoje), o conhecimento era produzido pelo homem, mas não devia se preocupar com coisas úteis e sim com as essências.

Para Agostinho, um autor cristão que viveu em uma época que valorizava a religião, o conhecimento tinha origem em Deus e até deveria, prioritariamente, se preocupar com as coisas do Criador.

Cada um dos conhecimentos tem características bem específicas. Qual o melhor deles? Bem, depende de para quem você fará a pergunta. Se fizer a pergunta para um filósofo possivelmente receberá uma resposta de que o mais importante é o conhecimento via filosofia, um cientista achará que é o científico e assim por diante. Mas e o religioso, não seria superior a todos os outros? Responder a essa pergunta sem ser corporativista é tarefa árdua, mas a essência desse artigo reside na palavra conhecimento.

Como se conhece a Deus? Primeiro, se a pessoa não internalizar a noção de que há um ser superior a este plano de existência, e que (este plano)na maioria das vezes é injusto, nos sufoca, nos explora, e às vezes nos faz cometer atrocidades e sérios desvios de conduta em prol de um “aparelhamento social”, de “convenções humanas”, é difícil admitir, por si só, sua existência (de Deus), quanto o mais conhecê-lo.

Contudo, ao longo da história, muitos homens e mulheres se dispuseram a essa aventura metafísica e lograram êxito na caminhada, partindo de três importantes momentos que, acredito, podem ser usados em nossa contemporaneidade:

a) Admitir que nosso conhecimento é limitado, mesmo nos “corredores da ciência”. Como seres humanos, somos sujeitos a falhas, inclusive na nossa maneira de apreender as coisas, de ver o objeto de ângulos que não nos permitam perceber a verdade. É bom lembrar grandes “descobertas” científicas que, quando esquadrinhadas, não resistem ao tempo. O átomo era “indivisível” na década de 80. Hoje, já é divisível.

b) Admitir que uma mente humana, limitada pelo tempo e pelo ocaso natural da vida, não pode conceber, no tempo em que vivemos aqui, todas as respostas necessárias ao nosso desejo de saber. Como diz um teórico, “...começamos a morrer no dia em que nascemos”. Assim, a vida humana é uma jornada que sabemos ter início, apogeu (se resistirmos ao tempo) e fim (natural para todos nós). Por isso é natural que uma aparente verdade “científica” desse século não resista ao século seguinte, por conta do dinamismo do conhecimento.

c) Admitir que, onde eu não consigo ver nada, outros podem se destacar. Muitas das vezes não aceitamos determinado ponto de vista porque simplesmente ele não saiu de nós, não fomos a “fonte”. Assim, conceitos como o primeiro motor – motor imóvel (Aristóteles), as cinco vias (Aquino), o discurso do método (Descartes) e a famosa frase “Je pense, donc je suis (citada frequentemente em latim como "cogito ergo sum"): o ato de duvidar como indubitável, e as evidências de "pensar" e "existir" ligadas.

A existência de Deus, em Descartes, é provada porque, existindo a razão e o pensamento, é preciso haver um fiador dessa razão e desse pensamento, algo que lhe dê coerência. Pela razão, existe Deus. Trata-se da retomada do pensamento de Aristóteles, do "noesis noeseos" (pensamento do pensamento), ou o "motor imóvel". Além disso, Descartes demonstra que as idéias de perfeito, infinito e similares, são tão transcendentes a ele, ser imperfeito e finito, que é preciso haver algo de onde essa idéia venha, que não o próprio ser pensante:

"Ensuite de quoi, faisant réflexion sur ce que je doutois, et que par conséquent mon être n'étoit pas tout parfait, car je voyois clairement que c'étoit une plus grande perfection de connoître, que de douter, je m'avisai de chercher d'où j'avois appris à penser à quelque chose de plus parfait que je n'étois; et je connus évidemment que ce devoit être de quelque nature qui fût en effet plus parfaite. (…) C'est à dire, pour m'expliquer en un mot, qui fût Dieu." (Discurso, parte 4). Tradução: ("A seguir, fazendo a reflexão sobre o fato de que eu duvido, e que por conseguinte meu ser não era absolutamente perfeito, porque eu via claramente que era perfeição maior conhecer do que duvidar, eu percebi que dessa reflexão concluía a existência de algo mais perfeito que eu era; e eu claramente percebi que essa percepção vinha de uma natureza que era de fato mais perfeita [que a minha]. (…) Para ser dito em uma palavra, que era Deus.")

Concluindo esse artigo, acredito que qualquer ser humano que palmilhe atualmente essa terra tem imperfeições e méritos e gosto de pensar que valorizar os méritos é mais producente do que apontar os defeitos, porque se todos os temos, eles se excluem na idéia de que não há ser humano perfeito. Agora, nos méritos, observe que eles não são iguais e, quando organizados, todos nós ganhamos conhecimento.

Assim, quando a ciência admite que há uma "Design Inteligente" para um universo tão organizado como o nosso e ficamos num frenesi científico/metafísico, eis que surge a Física Quântica, que estuda as órbitas dos elementos em torno do átomo e teoriza que “tudo é possível”, admitindo a existência de Deus, na pessoa de Stephen Hawk, matemático e Físico inglês, depois de formular sua teoria da criação do universo, quando cita em sua última frase no texto:

“Nada seria possível se não existisse um criador”.

Batemos o martelo? Respeitando a ciência e todos os desdobramentos possíveis (a nós, seres humanos), eu não tenho a mínima dificuldade em internalizar esses conceitos e vivê-los em profusão, sem perder o link seguro com a ciência e suas ferramentas críticas.

E você, como estudante, pesquisador, cientista ou cristão, o que pensa a respeito?

Lago da Pedra, 19 de janeiro de 2011.

Prof Damasceno

sábado, 26 de março de 2011

TÓPICOS DE FILOSOFIA: O RACIONALISMO, A FÉ E A CIÊNCIA


Queridos, a paz do Senhor a todos!

Durante muito tempo ouvi que a filosofia era, numa expressão bem pejorativa, "o cão chupando manga", "cemitério da fé", "coisa de doido, sem nexo e noção das coisas", "preponderância do mundo sobre Deus", etc. Quando me converti ao evangelho (fev 1991), iniciei um curso de Bacharelado em teologia, pela inesquecível FAETEL, Faculdade de Educação Teológica LOGOS, na época dirigida pelo Pr. Alcindo Toledo, um particular amigo. Tive aulas com Olivir Bueno Apolidoro, um ex-militar muito prático, cômico e conhecedor da Bíblia numa dimensão bastate interessante.
Mas via de regra, ouvia e presenciava as pessoas "malhando" a filosofia. Já havia estudado filosofia num seminário católico de formação vocacional, e não havia detectado que ela era esse "bicho papão". Após concluir meu bacharelado, cursei filosofia.

Me avisaram que eu iria me desviar do evangelho, além de outros impropérios. Nada disso aconteceu e, pelo contrário, os fundamentos racionais da razão corroboraram muitos aspectos profundos da minha fé, graças a Deus. Tempos depois, pelo meu labor profissional, fui diretor de uma instituição de ensino superior e imaginem qual era o curso principal dela? Filosofia! E foi essa aproximação sincera com a filosofia que fizeram ter a idéia de difundir, no momento apropriado, alguns aspectos da filosofia que muitas pessoas, por desconhecerem-na totalmente, ignoraram e até atacam. Mas e os símbolos pagãos da filosofia? E o sincretismo religioso que ela favorece, pelas muitas idéias? Tudo a seu tempo...

Mas tem Colossenses 2.8, onde Paulo ataca a filosofia. Não! Engano! Paulo fala de "filosofias", que será assunto de outra postagem. Abaixo, o artigo, que já escrevi há um bom tempo:

O RACIONALISMO, A FÉ E A CIÊNCIA

Depois das primeiras tentativas gregas de compreender o mundo e suas determinações, a Europa, o grande berço de tais iniciativas, mergulhou em uma letargia criativa. Pouco se fez durante mais de um milênio em que o feudalismo, como modo de produção e o catolicismo, como fonte de todas as determinações da realidade imperaram.

O renascimento representou um momento de substituição de valores. Houve ali o afastamento de um mundo em que o seu próprio sentido era alheio ao homem e aos seus domínios. O pensamento europeu manteve-se pasmo diante do fato de que a negação dos valores cristãos medievais não significava necessariamente a chegada de uma nova alternativa para a busca do sentido perdido do mundo. Vivia-se em um limbo, um vazio intelectual, os valores medievais não eram mais válidos e nenhuma outra fonte de verdade surgira para ocupar o vácuo que ficara.

Uma alternativa seria a recuperação dos valores cristãos e, nesse ponto, o racionalismo, sobretudo nas propostas de René Descartes, significou uma tentativa de revitalização do pensamento da Igreja que perdia crédito. Algo parecido havia sido tentado quando a síntese patrística agostiniana mostrara falhas e a Igreja deu novo vigor à sua doutrina a partir das contribuições do Padre Angélico.

As contribuições cartesianas foram aceitas, mas da sua árvore do conhecimento a modernidade não aceitaria as raízes metafísicas. Uma nova época, precisava nascer e a proposta de fundamentação do racionalismo, suas raízes figuradas na árvore cartesiana, não foram suficientes para aplacar as críticas às injustificáveis posturas inatistas que ainda tinham o pé-de-apoio na teologia cristã medieval.
Um maranhense de Carolina, Hilton Japiassú, em um interessante livro (As paixões da ciência) dá a entender que as tentativas de justificar o relacionamento com Deus falharam desde Tomás de Aquino e que, séculos depois, Descartes nada mais fizera que cumprir uma tarefa que a “Santa Sé” lhe havia confiado de renovar a sua teologia cristã.

Do pai do racionalismo foi apagada da memória posterior quase toda a teologia. O que restou foi absorvido pelo eu transcendental de Immanuel Kant, autor de uma grande síntese e possivelmente o pai de grandes avanços da razão desde a sua Crítica da Razão Pura.

Mas antes de a modernidade abraçar Kant, foi preciso ouvir os clamores do empirismo. Esse é outro importante capítulo da complicada história da ciência, que embora vez por outra se encontre com suas próprias (e naturais) limitações, não entregou os pontos.

Dando números finais a estas limitadas linhas de exercício do pensamento filosófico, gostaria de enaltecer a razão como um dos alicerces para o conhecimento, embora as vezes seja moldada pelo ceticismo exacerbado daqueles que manipulam os instrumentos de percepção e apreensão do saber, mas reconheço que a fé possui espaço na discussão, entendendo que nem sempre o caminho da razão pode ser explicado por uma equação simplista que tem sua gênese em nosso cérebro e creio que ambas, razão e fé, podem caminhar juntas, cada uma dando suas contribuições relevantes no nosso cotidiano ato de fazer ciência.

Lago da Pedra, 18 de janeiro de 2011.

quinta-feira, 24 de março de 2011

RESPOSTA AO PR RICARDO GONDIM

Amados, a paz do Senhor a todos!
 
Ausente que estive da blogosfera por um bom período, não li ainda muitas das novidades (boas e más) de dois meses para cá. Ontem, encontrei aqui na blogosfera uma resposta ao Pr Ricardo Gondim por conta de postagem no twiitter enfocando a tragédia no Japão. Li e reli a postagem e, após contactar com o proprietário do site e solicitar sua autorização para republicar a postagem (pela importância do assunto e pela felicidade do blogueiro ao comentar o assunto), estou fazendo isso agora. 
 
Tô postando na cor vermelha o texto ipsis literis
 
O pastor e teólogo Ricardo Gondim, em seu twitter, verbalizou sua inquietação sobre a tragédia do terremoto e tsunami no Japão o que causou grande polêmica por seus comentários sobre “o controle de Deus”. Em virtude disso verbalizo esse artigo.

A saber, um dos grandes problemas das pessoas é tentar desvendar o inescrutável. O fato é que muito do que Deus faz em nosso mundo é e continuará sendo inescrutável para nossa mente finita. Nunca saberemos por que algumas coisas ruins acontecem neste universo. Alguns caminhos de Deus continuarão a ser um mistério para nós. Deus afirmou:

“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor. Porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos”. (Is 55.8,9)

Em Romanos 11.33,34 o apóstolo Paulo registra: "Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Porque quem compreendeu o intento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro?"

Uma das principais lições que tiramos do livro de Jó é que Deus nunca explicou a Jó por que Ele permitiu que coisas ruins acontecessem a ele, posto que, era homem sincero, reto, temente a Deus e desvia-se do mal (Jo 1.8). A principal lição que Jó e que nós aprendemos com Deus é que, independentemente do que aconteça — até mesmo se o sofrimento e a dor do ser humano não fizerem sentido para a pessoa —, devemos, em tudo, confiar em Deus (Jó 13.15). O patriarca aprendeu que os caminhos de Deus são inescrutáveis, mas também aprendeu a confiar totalmente em Deus, e Ele o abençoou por essa fé.

Jay Kesler registra: "Quando formos para o céu, o primeiro som que ouviremos na boca das pessoas será: 'Ahhhh... Agora eu sei! Agora eu entendo o porquê daquilo. Agora, aos meus olhos, tudo faz sentido, esse panorama de eventos que outrora fora tão misterioso'".

Chuck Swindoll, reflete: “Tudo, inclusive as tragédias e as calamidades e as angústias, a doença e a enfermidade, e o que denominamos de morte prematura, e as terríveis deformidades e defeitos de nascimento e doenças congênitas colaboram para o bem. Tudo será revelado e veremos que os planos de Deus estavam certos”.

No momento, da forma como se apresenta, não vemos toda a tapeçaria da vida. De nosso limitado ponto de vista, só podemos ver um fio da tapeçaria de cada vez. E não compreendemos como todos os distintos fios podem ser tecidos juntos. Assim como Jó nós precisamos aprender a confiar em Deus a despeito das coisas que não entendemos totalmente.

No entanto, à medida que não possamos "desvendar o inescrutável", temos de crer que Deus quer que estejamos totalmente atentos a todas as percepções que a Bíblia nos proporciona sobre essa questão. Podemos ver que a Bíblia não nos revela o suficiente sobre essa questão. Contudo, o que a Bíblia revela é significante e nos dá boas razões para confiar em Deus e em seus propósitos. Quanto mais entendermos o que as Escrituras revelam sobre esse assunto, mais nossa fé encontrará amparo para que possamos confiar em Deus, mesmo com tudo que não entendemos.

A cerca desse assunto muitos dizem que Deus não é totalmente bom, pelo fato de que coisas ruins acontecem, ou Deus é totalmente bom, mas não é o Todo-Poderoso para intervir nessas situações catastróficas ou Deus é totalmente bom e Todo-Poderoso e que o mal é apenas uma grande ilusão.

Caso Deus não afirmasse sua própria bondade, com certeza, seria mais fácil explicar a existência do mal. No entanto, Deus afirma ser bom. Se Deus tivesse poder limitado e fosse incapaz de opor-se ao mal, então seria mais fácil explicar a existência do mal. Entretanto, Deus afirma ser Todo-poderoso. Se o mal fosse apenas uma ilusão logo o problema, de fato, não existiria. Contudo, o mal não é uma ilusão, é dolorosamente real.

O amor não é apenas uma característica de Deus. Ele é a personificação do amor (1 Jo 4.8), O amor permeia seu Ser. E o amor de Deus não depende da amabilidade dos seres humanos. Deus nos ama apesar de termos caído em pecado (Jo 3.16). Deus ama o pecador, apesar de Ele odiar o pecado.

A soberania divina significa que Deus é o absoluto Regente do universo. Ele pode utilizar vários meios para alcançar seus fins, e Ele sempre está no controle. Não pode acontecer nada neste universo que esteja fora de seu desígnio. Todas as formas de existência estão no âmbito de seu absoluto domínio.

O Salmista refere-se a Deus como o Poderoso que "falou e chamou a terra desde o nascimento do sol até ao seu ocaso" (Sl 50.1). Verbaliza ainda que "Ele domina eternamente pelo seu poder" (Sl 66.7), ele assegura-nos que "o Senhor reina" e "se revestiu e cingiu de fortaleza" (Sl 93.1). Jó afirmou: "Bem sei eu que tudo podes, e nenhum dos teus pensamentos pode ser impedido" (Jo 42.2). O profeta Isaías disse por comparação, "as nações são consideradas por ele como a gota de um balde e como o pó miúdo das balanças; eis que lança
por aí as ilhas como a uma coisa pequeníssima"( Is 40.15).

Na verdade: "Todas as nações são como nada perante ele" (Is 40.17). Deus afirmou: "O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade" (Is 46.10). Deus nos assegura: "Como pensei, assim sucederá; e, como determinei, assim se efetuará" (Is 14.24). Deus é "o bem-aventurado e único poderoso Senhor, Rei dos reis e Senhor dos senhores" (1 Tm 6.15).

"O coração do homem considera o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos" ( Pv 16.9). "Muitos propósitos há no coração do homem, mas o conselho do Senhor permanecerá" (Pv 19.21) "Não há sabedoria, nem inteligência, nem conselho contra o Senhor" (Pv 21.30). "Atenta para a obra de Deus; porque quem poderá endireitar o que ele fez torto?” (Ec7.13). "Quem é aquele que diz, e assim acontece, quando o Senhor o não mande?" (Lm 3.37)

Deus mostrou sua soberania sobre a natureza ao dividir as águas domar Vermelho para que os filhos de Israel pudessem atravessar do Egito para o deserto e, depois, ao fazer retornar as águas a fim de destruir os soldados egípcios que os perseguiam (Ex 14.27-31) Ele mostrou sua soberania ao mandar alimento para dar sustento ao povo enquanto atravessavam o deserto (Ex 16.4). Em outra ocasião, Ele mandou codornizes ao campo para que tivessem carne (Ex 16.13).

Deus dividiu as águas do rio Jordão para que as pessoas pudessem atravessar em direção a Canaã. (Js 3.1-17) Ele fez cair às muralhas de Jerico (Js 6.7). Na época de Josué, Ele fez com que o sol permanecesse em Gibeão para que Israel tivesse força para obter uma vitória total sobre seus inimigos em fuga. (Js 10.12) A soberania de Deus, na época de Jesus, foi vista quando alimentou de quatro a cinco mil pessoas com alguns pequenos pães e peixes (Mt 14.21), na cura de doentes e ressuscitando de mortos. Por fim, manifestou-se nos eventos ligados à crucificação e ressurreição de Cristo.

O que a soberania de Deus significa diante das "coisas ruins"? Podemos ter certeza de que todas essas coisas estão sujeitas a Deus e de que nada pode nos atingir, a menos que Deus, em sua sabedoria, assim permita. Quando Ele permite que isso aconteça, podemos ter certeza de que o faz para o nosso bem. Recomendo ao Ricardo Godim ou a qualquer pessoa que duvide de que Deus tenha habilidade para, de maneira soberana, entremear os eventos de nossa vida diária para nosso bem maior, a ler o livro de Ester.

Nesse livro, encontramos a soberania, a providência e inflexibilidade de Deus operando, nos bastidores, em favor de seu povo. Ele faz o mesmo para nós. Muitas vezes, ainda que não percebamos, Deus está operando.

A paz seja com todos,

Anderson Ribeiro
Fonte: 
http://dcandersonribeiro.blogspot.com/2011/03/resposta-ao-pr-ricardo-gondim.html

quarta-feira, 23 de março de 2011

AGENDA 2012

Prof. Raimundo DAMASCENO dos Santos
(Lago da Pedra - MA., BRASIL)
damasceno_santos@hotmail.com
(99) 8105-3000 (TIM) ou
(99) 9128-8887 (VIVO).
TWITTER: @prof_damasceno

COMO AGENDAR? Pode enviar e-mail para o endereço acima, ligar nos telefones celulares ou recados no twiiter. Esta agenda é uma organização da minha vida ministerial para o ano de 2012. Também estou integrando minha agenda pessoal à agenda da CEADEMA 2012, apenas para que os amados que me convidarem saibam que nas datas de alguns compromissos de nossa Convenção eu não poderei ser convidado, pois tenho que participar (Geralmente, as mini-convenções, a Escola Bíblica de Obreiros, e a AGO, sempre em dezembro, são datas que não posso atender a convites). Em 2012 também teremos uma agenda apertada em Missões, e como sou um dos assessores da SEMADEMA, a Secretaria de Missões da Convenção, também estou integrando minha agenda com a agenda de missões estadual da SEMADEMA, mais ainda o 8º Fórum de Missões do Nordeste (Aracajú - SE),além da 2ª Mobilização Estadual, no dia 8 de julho.

AGENDA ABERTA

terça-feira, 22 de março de 2011

TWITTER, OBAMA NO BRASIL E O ATAQUE (DE NOVO) À FAMÍLIA CRISTÃ E DEBUTE LITERÁRIO: NEWS

Queridos, a paz do Senhor a todos!

Depois de uma ausência longa (novamente), estou de volta. E o Brasil e a blogosfera estão recheados de grandes (e as vezes complicadas) novidades.

Pra iniciar, quero confessar que cedi. Cai. Não resisti. Me deixei levar.

Sim, fiz tudo isso. Pelo Twitter, claro!!!!

Arredio que sempre fui, procastinei bastante (pelo menos até onde pude) esse momento. Mas diante de apelos de muitos amigos twitteiros, que sempre me cobravam uma posição em relação a esta ferramenta para rápidos recados (até 140 caracteres por mensagem), não resisti. Meu endereço é: www.twitter.com/prof_damasceno e, neste primeiro momento (até mesmo pela novidade), penso que não vou produzir bastante (como o Pr Ciro Zibordi, por exemplo, um fenômeno que, além de meu particular amigo, também me inspirou a navegar por estas "terras" antes nunca navegadas). Mas com o andar da carruagem espero contribuir com todos os que me seguirão, postando fatos de relavância para o ambiente e para o crescimento da imensa comunidade que "anda" por este cyberspace eivado de inúmeras "novidades" que as vezes solapam nossa fé, confundem a visão cristocêntrica com antropocêntrica, e praticam descalabros em nome do homem, dizendo ser em nome de Deus.


 E o Presidente dos USA, United States of América (EUA para a maioria: Estados Unidos da América), Barack Obama, esteve no Brasil. Assisti (depois), partes (recortes editados) de seu discurso para uma platéia de 2 mil pessoas num auditório. Ele foi "norte-americano" (disse o que nós queríamos ouvir). Ganhou a simpatia do povão que estava ali, embora a maioria esmagadora fosse de pessoas pré-selecionadas, típicos "formadores de opinião" na mídia e em seus meios de atuação, para propagar e alardear o que ouviram. Típica estratégia política. Mas não censuro. Dificilmente, alguém no lugar dele (ou da presidente Dilma, seja lá de quem foi a idéia e a estratégia), faria diferente. De positivo (gosto sempre de buscar esse entendimento), ficou claro que ele considera o Brasil como um país importante no contexto das "Américas", respeita nossa autonomia (havíamos no dia anterior, na ONU, não aprovando a invasão da Líbia, como a maioria queria e aprovou), e que nos quer como um parceiro importante no jogo do toma-lá-dá-cá da política externa, principalmente da comercial, haja vista que a gigante China recentemente ultrapassou os Estados Unidos como parceira comercial do Brasil diante de uma série de indicativos comerciais. Vi com bons olhos (mas não vou dormir o sono dos anjos). Vamos ficar atentos, dar a nossa opinião sempre que necessária e acompanhar os desdobramentos da visita, que serão muitos doravante.



Mas um dos fatos que marcou (para mim) o início do ano legislativo no Congresso Nacional foi o discurso do deputado federal Jean Willys (PSOL-RJ), que ganhou notoriedade por ter ganho um reality show de uma emissora de TV que está atualmente na 11ª edição. Depois, já no rastro do sucesso emergente, ele atuou como repórter especial de um outro programa matinal, na mesma editora onde ganhara o reality show (não quero fazer propaganda, mas com certeza vocês sabem de quem estou "falando") e de lá cimentou, usando dos atributos midiáticos que ele domina muito bem, pois tem formação universitária relevante para tal, sua eleição ao cargo de deputado federal, levantando a bandeira dos grupos GLBT (gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros). Em seu discurso, ele focou em três importantes questões sociais relevantes:
a) abertura da contabilidade das igrejas e por em discussão a imunidade fiscal das igrejas;
b) PEC (projeto de emenda constitucional) do casamento gay;
c) legalização de todos os projetos pró-gays, incluindo o PL 122.

Para alcançar o sucesso, ele conta com apoios de "pesos pesados", como a senadora Marta Suplicy (PT-SP), histórica defensora dos grupos GLBTs, e a chancela de 154 parlamentares favoráveis aos seus projetos e iniciativas.

Por outro lado, o senador Magno Malta (PR-ES), o Pr. Ronaldo Fonseca (PR-DF), dentre outros, reagiram ante a proposta e expuseram sobejas razões que inviabilizam a aprovação dessas leis. Mas um detalhe me preocupa. Se 154 parlamentares apoiam os projetos encabeçados (e retomados) pelo deputado em questão, somente 85 se propuseram a apoiar a causa defendida pela frente parlamentar evangélica. Os outros devem ser conquistados. Resumindo, teremos problemas pela frente. O tempo confirmará isso. Portanto, é importante estar atento ao que está ocorrendo naqueles escuros e frios corredores do poder.


Gente, finalmente, depois de muito protelar o inevitável, está chegando a hora. Estou envolvido atualmente com 03 projetos literários. Dois pessoais, enfocando assuntos bíblicos/teológicos e um outro de cunho histórico, envolvendo os 60 anos da Igreja em Lago da Pedra que serão comemorados durante a 73ª AGO da CEADEMA (Convenção Estadual das Assembleias de Deus no Maranhão), que será hospedada pela AD em Lago da Pedra em dezembro de 2012, já no Mega Templo que está em plena construção. Então, nessa convenção, quero, se Deus permitir, lançar meus dois primeiros livros (não publiquei minha tese de doutorado, mas vai agora também, no embalo), além de co-autoria no livro da história da AD em Lago da Pedra, que estaremos lançando durante a a convenção.

Escrevo muito, é verdade. Blogs, artigos, capacitações que ministro, etc. Mas nunca tive o aporte para publicar essa minha produção literária. Agora, dentro desse contexto atual, entendo que posso contribuir e, dada as devidas proporções, vou abraçar o desafio de, após debutar em dezembro de 2012, lançar um livro por ano. E tenho certeza que o Senhor, para quem será toda a Glória, vai nos ajudar e abençoar nesse intento.

Concluindo, quero dizer a todos que doravante, as postagens serão diárias. Me aguardem!!

Nos laços do Calvário,
Prof Damasceno

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

CORTEM-LHE A CABEÇA

A paz do Seenhor a todos!

Estou sem o menor tempo de postar no blog. Muitas atribuições dentro da área administrativa da Instituição sob nossos cuidados pedagógicos em Lago da Pedra (CEFOMTA). Estamos em plena atuação nos cursos de Básico, Médio e Bacharel em Missões e os alunos, que terminaram a parte teórica com aulas presenciais dia 15 passado, estão no campo para as atividades práticas: o pessoal do Básico, estão no Baixo Parnaiba (Duque Bacelar e cidades circunvizinhas), o pessoal do Médio estão no sertão piauiense (Luzilândia e circunvizinhança) e o pessoal do Bacharel estão no campo transcultural, aqui mesmo no Maranhão, nas Aldeias indígenas dos Guajajaras, região de Barra do Corda. É uma imersão total na lingua, cultura e costumes. Esta etapa termina dia 31 de janeiro, quando todos estarão de volta a Lago da Pedra para o encerramento dessa etapa e seguir-se-ão os trabalhos e atividades a distância, orientados por mim e pela equipe do PROMIFE (Projeto Missões de Férias). Assim, a seguir, estou replicando algumas postagens que julgo importante para a nossa blogosfera, com o objetivo de difundir ainda mais o nosso entendimento sobre a visão do Reino, que não deve estar atrelada a nossos bairrismos. Essa a seguir é do Genizah (http://www.genizahvirtual.com/2011/01/cortem-cabeca.html) Boa leitura a todos!

No filme Alice no País das Maravilhas, um personagem se destaca e chama minha atenção, é a Rainha de Copas, que nesta ultima versão lançada no cinema deram-lhe o nome de Rainha Vermelha.

No filme, a rainha exige que tudo seja perfeito, e, se por alguma razão, algo dá errado, pode ter certeza que, o envolvido será decapitado. A rainha tinha somente um modo de resolver todas as dificuldades, grandes ou pequenas: “Cortem a cabeça!” dizia, sem mesmo olhar em volta.

Não é exatamente assim que alguns lideres religiosos estão agindo nos dias atuais? Pregar o evangelho verdadeiro exige renuncia e muitas vezes paciência, pois, quando pregam a verdade, geralmente o crescimento da igreja é bem mais lento, mais demorado, e isso para alguns é incompatível com a velocidade em que andam as coisas no mundo.

Percebendo isso, alguns desses “lideres” perderam completamente o temor a Deus “chutando” de vez a palavra que diz: Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. (1 Coríntios 3:6-7). Eles deixaram de lado a Palavra e buscaram a mesma solução da Rainha Vermelha, ou seja: “Cortem a cabeça!”

Ao seguir a orientação da cabeça da igreja, que é Jesus Cristo, o crescimento vem de acordo com a vontade de Deus (1 Co 3:6-7), e isso irrita, e muito, essa liderança. Então o que fazem? “Cortam a cabeça!” Sem a cabeça, que lhes causa “tantos problemas” e lhes “chama a responsabilidade”, os homens se voltam para seus próprios pensamentos e articulam planos para um crescimento “rápido” e “eficaz” da igreja. Agora, livre da “cabeça” podem andar na velocidade do mundo.

Não é exatamente essa a prioridade de Satanás? Ele faz o mesmo com os seres humanos e com a igreja, "corta sua cabeça", ou seja, corta Jesus Cristo da vida do homem e da igreja! Satanás incute na mente cauterizada desses indivíduos que a cabeça não é mais necessária nos tempos atuais. Ele argumenta que seus ensinos são “antiquados demais” e não se adéquam a “nova realidade”.

Seguir as ordens da cabeça nem pensar. O homem capacitou a si próprio e inventou “meios” para que o “corpo” pudesse se movimentar sem precisar da “cabeça”. A “cabeça” fala, pede, ensina, orienta, mas, o corpo, em rebelião, age da forma que quer de maneira, apenas, a agradar todos os membros.

Os membros, por sua vez, seguem outros membros que são mais “ilustres”, por exemplo: seguem ao “olho”, pois o “olho” tem “visões” sobre o destino do corpo, e seguem, também, a “boca”, pois a “boca” declara a vontade do “olho” e dizem ao corpo o que fazer.

Continuando a analogia; igrejas de hoje estão cheias de “olhos” e “bocas” que dizem aos “membros” como se portar, como adorar, como cantar, como ofertar. A “cabeça” se tornou, agora, apenas um símbolo, como uma cruz que ornamenta alguns templos “cristãos”. Assim como declaram que não precisam e nem desejam a cruz, fazem o mesmo com o cabeça da igreja.

O resultado imediato disto? Estão jogando fora sua vida eterna, que, parecem esquecer, pertence a Cabeça e é dada gratuitamente pela Cabeça que é Jesus Cristo.

Enquanto isso, Satanás se diverte assistindo a mais esse filme de “terror”.


Que Deus tenha misericórdia de nós

Nos laços do Calváio,
Prof Damasceno

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O EVANGELHO DE GÊNESIS

Amados, a paz do Senhor!

Estou replicando um ótimo post que li recentemente no site de meu amigo, Pr. Marcello (http://www.davarelohim.com.br/o-evangelho-de-genesis). É uma pérola para os nossos olhos e um bálsamo para nós, que ministramos a fé cristã, e vivenciamos, diurtunamente, a guerra espiritual que travamos em busca da noss felicidade eterna, que só vem pela pessoa bendita de Cristo Jesus.

Na postagem abaixo, há uma rica simbologia que rompe fronteiras.... deleite-se:

Calma caro leitor [a], não precisa esfregar os olhos para ver se leu direito: é isso mesmo! Temos um evangelho em Gênesis.
Você deve estar perguntado: Mas no livro do Gênesis um evangelho?  Impossível!  Gênesis trata da criação dos céus e da terra, da vegetação, dos luminares e do homem.
O “Segredo”
 O nome em hebraico é algo profundo e revelador. No nome está implícito algumas verdades relacionadas ao caráter e a vida da pessoa. Poderia dar alguns exemplos: Nabal, que significa louco, néscio. Isaque, riso. Davi, amado. Salomão, pacífico.  Olhando a vida destes personagens bíblicos, veremos facetas e detalhes de suas vidas que estão relacionados [in] diretamente com o significado dos seus nomes.
Vamos atentar para a genealogia de Adão a Noé (Gn 5):
Adam –> Seth –> Enosh –> Kenan –> Mahalalel –>Yared –> Enoch –> Methuselah –> Lamech –> Noah
Nome  Significado
Adam Homem
Seth Apontado
Enosh Mortal
Kenan Aflição, Sofrimento
Mahalalel O Elohim Bendito
Yared Descerá
Enoch Ensinando, Ensinamento
Methuselah Sua morte trará
Lamech O Desesperado
Noah Conforto, Descanso

A frase formada é fascinante, impactante, brilhante:
“[Ao] Homem é Apontada Mortal Aflição, [Mas] o Elohim Bendito descerá Ensinando [que] sua Morte Trará ao Desesperado [O] Conforto, Descanso.

É por isso que a cultura judaica é fascinante. Há coisas que podemos até rejeitar, mas há outras, como esta pérola acima, que nos faz pensar e meditar quão profundo são os mistérios da Palavra de Deus.
Não é nada cabalístico!  Pense, estude, e tire suas próprias conclusões. Quem lê, entenda!
Autor: Sha’ul  Bentsion
Adaptado por: Pr Marcelo Oliveira.

Nos laços do Calvário,
Damasceno

sábado, 13 de novembro de 2010

1º CONGRESSO REGIONAL DE MISSÕES DO ESTADO DO MARANHÃO (CEADEMA)


Amados e amadas, a paz do Senhor!

Estou de volta, após uma longa ausência. Não foi por desejo meu o afastamento temporário desse ambiente. Foram as labutas do dia a dia que se intensificaram de uma tal maneira, que tive que eleger prioridades, relegando o blog a segundo plano (momentaneamente). Mas voltamos e, com calma, vamos procurar gerir o nosso tempo para darmos o nosso apoio também nesse ambiente.

Hoje é um dia notório e especial para nós, que fazemos missões na região da CEADEMA, no Maranhão. Desde ontem, acontece, simultaneamente em 03 cidades, o 1º Congresso Regional de Missões organizado pela SEMADEMA, Secretaria de Missões da Assembleia de Deus no Maranhão. Idealizado pelo Pr. Francisco de Assis G. de Araújo, secretário executivo da SEMADEMA, ladeado pelos Prs. Gilberto de Jesus, Secretário Tesoureiro e José Carlos, Secretário Correspondente, com o total apoio da Presidência (e dos demais membros da Diretoria da CEADEMA), do Conselho de Missões da CEADEMA e dos Promotores de Missões, este Congresso Regional está sendo considerado como um pontapé inicial para eventos desse porte, que devem se suceder em nosso Estado a partir de agora. A proposta do evento é permitir que todas as nossas igrejas participem no local mas perto de suas cidades, daí a proposta de três sedes simultâneas para o evento: Itapecurú, Turilândia e Presidente Dutra. Assim, as igrejas da baixada maranhense podem participar do Congresso em Turilândia, as igrejas do baixo parnaiba e da ilha de São Luis participam do Congresso em Itapecurú e as igrejas do sertão maranhense e da região do mearim participam do evento em Presidente Dutra. Serão vários preletores e cantores e, dentre eles, podemos citar o Pr. Raimundo Feitosa (DF), Pr. Joás (Cohatrac - São Luis), Pr. Raposo (Bacabal), Pr Rayfran (Santa Inês), Pr. Walberto (Tirirical, São Luis), Pr. Elias Lima (Chapadinha), Pr. Raul Cavalcante (Imperatriz), dentre outros, além dos cantores Chagas Sobrinho (RN) e Irmãos Silva (Lago da Pedra) e de talentos da terra (especialmente das regiões onde os Congressos simultâneos estão ocorrendo).

De já, agradecemos a Deus pelas inúmeras bençãos que, com certeza, acompanharão todos os participantes do conclave.

Nos laços do Calvário,
Prof Damasceno

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

POR QUE NÃO VOTO EM DILMA

Amados, a paz do Senhor...

Estou replicando abaixo uma postagem especial, que encontrei no Blog do Pr Geremias do Couto, Manhã com a Bíblia, que acredito é muito clara sobre qual deve ser a postura daqueles que, a meu exemplo, incusive do Pr Geremias e de muitos outros que não "dobraram seus joelhos" diante das circunstâncias políticas ou não se deixaram levar pelas polpudas ofertas do poder, permanecem focados nos acontecimentos com o olhar crítico, típico do senso arguto demonstrado por quem vive e quer marcar a atual sociedade com rastros de transformação e que, no contexto de nossa cristandade, quer ver o povo votando com conhecimento de causa (estou postando na cor vermelha):


"Há quem diga que política não se discute. Penso o contrário. É por falta de discussão que, em grande parte dos casos, temos políticos de qualidade duvidosa no exercício do poder, eleitos por eleitores que sequer pararam para conhecer as propostas de seus candidatos e até mesmo venderam o voto – a arma mais eficaz numa democracia – por míseros centavos.

Quero discutir a eleição presidencial. E o que estiver implícito nessa discussão também caberá de forma implícita como instrumento de análise das eleições em outros níveis. Já decidi em definitivo que não darei o meu voto para Dilma Rousseff. Acredito que esta seja a hora de interrompermos a governança do PT sobre o nosso país antes que seja tarde demais.

Dilma é PT. E o PT é Dilma.


Não creio que, como quis parecer, a “Carta aos Brasileiros” apresentada pelo PT antes da eleição de Lula em 2002 tenha sido um instrumento de mudança na política do Partido. Mas foi ela que permitiu a eleição de Luís Inácio Lula da Silva e deixou aberto o caminho para a sua reeleição. Durante os quase oito anos de mandato ele se equilibrou sob dois eixos: o bolsa família e a elite financeira.


Com o bolsa família agregou milhões de famílias pobres ao mercado de consumo com uma renda mínima e, com isso, garantiu um eleitorado cativo com o qual espera contribuir para eleger a sua sucessora. Só que o bolsa família é política compensatória, que se aplica para minorar situações temporárias. É preciso ter porta de entrada e também porta de saída. Ou seja, as políticas de governo têm de criar condições para que essas pessoas sejam absorvidas pelo mercado e possam gerar a sua própria renda sem continuarem eternamente dependentes. Mas não é o que acontece. É nesse eixo que Lula mantém uma de suas pernas.


A elite financeira, por outro lado, nunca lucrou tanto como durante os dois mandatos de Lula. Os eventuais discursos do presidente contra os banqueiros são apenas uma forma de blindagem contra as críticas de favorecimento a essa elite. Pesquisem os balanços das grandes empresas e dos grandes bancos e verão que “nunca antes na história deste país” tiveram as suas contas tão abarrotadas. Esse é o outro eixo em que Lula mantém a outra perna.


Enquanto isso, sob os olhares de contemporização dessa elite empanturrada e o aplauso de famílias que merecem o que recebem, pelo estado de extrema pobreza, mas deveriam também ser preparadas para o mercado de trabalho mediante políticas consistentes, o PT foi-se aboletando da coisa pública, aparelhando o estado e impondo com sutileza o seu programa partidário, que nunca mudou. É óbvio que não se fala mais em revolução. A tática é outra. É usar a democracia para depois solapá-la.


A natureza autoritária do PT apareceu, por exemplo, na tentativa de criar o Conselho Federal de Jornalismo para veladamente impor a censura nos meios de comunicação. Ela fica patente no PLC 122/06, que, sob o argumento de proteger o movimento homossexual, usa-o como “inocente útil” (será?) para tentar restringir a liberdade de expressão. Suas garras totalitárias ficam bem explícitas no PNDH 3, decreto já assinado pelo presidente da república, onde pretende impor o controle social dos meios de comunicação (com o mesmo propósito já descrito acima), banir os símbolos religiosos dos locais públicos e legalizar o aborto, entre outros penduricalhos, acrescido agora pelo projeto de lei enviado ao Congresso Nacional pelo presidente Lula com a finalidade de punir os pais que disciplinam os filhos com algumas palmadas. O conjunto da obra significa, em última análise, retirar toda e qualquer liberdade, socializar a nação e impor-nos unilateralmente o controle social do estado. Tudo isso está no programa do partido, aprovado durante o seu 3® Congresso.


A eleição de Dilma só dará continuidade ao processo. Mas dirá alguém: em relação ao aborto, ela se comprometeu com “a manifestação da vida em todos os seus aspectos” por ocasião de sua fala aos líderes evangélicos capitaneados pelo bispo Manoel Ferreira. O Lula fez a mesma coisa nas eleições anteriores. Nem por isso a carruagem parou. “Mas o bispo fez com ela um acordo em que o tema fique restrito ao congresso”, dirá outro. Mas que vantagem há nisso, se todas as leis precisam tramitar por ali? É simplesmente um acordo para inglês ver, pois a pressão foi, é e continuará sendo pesada, mesmo no próximo mandato presidencial, para que não só o aborto, mas outras leis restritivas à liberdade venham a ser aprovadas no Congresso Nacional.


Por outro lado, Lula se alia ao que há de pior na política internacional. Faz jogo de cena, mas na América Latina os seus aliados preferenciais são Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador), Hugo Chavez (Venezuela) e Fidel Castro. Em visita a Cuba, ficou contrariado quando lhe cobraram condenar o regime cubano pela morte, em razão de uma greve de fome, do preso político Orlando Zapata Tamayo. Pelo mundo afora é amigo de regimes totalitários e aplaude Ahmadinejad, que “deseja” a paz mundial desde que Israel seja destruído.


Isso para não falar da ligação do PT com as Farcs. Lembro-me que lia Olavo de Carvalho no Globo e gostava imensamente dos seus textos, mas achava estranho quando falava do Foro de São Paulo, da participação das Farcs e das forças mais representativas da esquerda na América Latina. Minha estranheza tinha sentido. Nenhum órgão de imprensa se referia ao assunto. Pesquisava os jornais, revistas e outros meios sem que houvesse sequer nenhuma menção. Parecia teoria conspiratória. De repente, Olavo de Carvalho desapareceu do Globo. Fui encontrá-lo no Mídia sem Máscara, que, por sinal, publicou neste dia 3 postagem de sua autoria sobre o tema (clique aqui). Mas a verdade, para encurtar a história, é que a grande imprensa não pôde mais esconder o fato. As Farcs fazem parte do Foro de São Paulo desde a sua fundação em 1990, com assento permanente, e tem ligações históricas com o PT. O pior é que todo mundo sabe que as Farcs se sustentam com o narcotráfico. Mas para evitar prejuízos eleitorais há uma tentativa oblíqua de fazer parecer que o PT nunca teve vínculos com esse grupo de guerrilha, que tinha negócios (ou ainda tem) até com Fernandinho Beira Mar.


Participei de um evento em Brasília no qual discursou o senador Magno Malta. Como o tema era o PNDH 3, lá pelas tantas ele afirmou que precisávamos perguntar a Dilma qual era a sua posição sobre o tema. Fiquei decepcionado. Tive a oportunidade de falar também na mesma ocasião, mas infelizmente o parlamentar já se retirara, como, infelizmente, costuma acontecer nessa arena. Comecei dizendo que não precisávamos fazer qualquer pergunta à então ministra, contradizendo o senador, já que o PNDH 3 tinha a sua chancela, pois saíra diretamente do forno da Casa Civil para receber o autógrafo do presidente. Ali já estava tudo quanto pensava, como também constava da primeira versão de seu programa de governo por ela rubricado e apresentado ao TSE.


Por que não voto em Dilma? Pelas razões que acabo de expor. Ela é a continuidade de Lula ou como o próprio a designou: o seu pseudônimo. Henrique Afonso (evangélico) e Luiz Bassuma (espírita) foram punidos pelo PT por serem contrários a legalização do aborto. Essa norma não mudou. Reconheço que a Dilma de hoje não é a mesma que fez parte de grupos terroristas. Há uma mudança em sua trajetória. Mas essa mudança é de forma, não de conteúdo. Agora, ao invés de fazer uso das armas, o instrumento é a própria democracia, como já mencionei. Dilma, sem dúvida, cumprirá o programa do PT. O ritmo é que poderá alterar-se de acordo com os ventos. Ora poderá ser rápido, se favoráveis. Ora lento, se contrários. Mas que a nau singra na direção do totalitarismo, se não houver mudanças de rumo, disso não há dúvida.



Pr Geremias do Couto!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O MARANHÃO EM NÚMEROS: IDEB 2009.

A paz do Senhor!

O MEC (Ministério da Educação) divulgou, nesta segunda-feira (5), as notas do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), que mede a qualidade da educação no Brasil.

Veja a seguir as notas do Nordeste (Região), do MA (Maranhão), a Meta Nacional, fora do parênteses e a Nota Nacional, dentro dos parênteses (...).
  1. Séries Iniciais (até 4ª série) - NOTA REGIÃO: 3,8 - NOTA D0 MA: 3,9 - META (BRA): 4,2 (4,6).
  2. Séries Finais (5ª à 8ª série) - NOTA REGIÃO: 3,4 - NOTA D0 MA: 3,6 - META (BRA): 3,7 (4,0).
  3. Ensino Médio (3 anos)       - NOTA REGIÃO: 3,3 - NOTA D0 MA: 3,2 - META (BRA): 3,5(3,6).
Só destacando que no Ideb passado (2007), tivemos 3,7 nas Séries Iniciais (melhoramos 1 décimo), 3,3 nas Séries Finais (melhoramos 3 décimos) e 3,0 no Ensino Médio (melhoramos 2 décimos). Grosso modo, estamos avançando, mas a passos lentos, pois estamos abaixo da Média Nacional, que já foi proposta baixa para ser factível, possível.

Diante da conjuntura, quero parabenizar aos agentes que possibilitaram esse avanço, ao mesmo tempo que quero criticar a "burrocracia", que nos impediu de avançar mais, com consistência. Fizemos muito, mas poderíamos ter feito muito mais.

Por que digo isso? Simples: O Sudeste, Centro-Oeste e o Sul do país extrapolaram seus índices, ficando acima da média nacional estabelecida.

O que é o Ideb?

O Ideb é a "nota" do ensino básico no país. Numa escala que vai de 0 a 10, o MEC (Ministério da Educação) fixou a média 6, como objetivo para o país a ser alcançado até 2021.

O indicador é calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos no Censo Escolar (ou seja, com informações enviadas pelas escolas e redes), e médias de desempenho nas avaliações do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), o Saeb - para os Estados e o Distrito Federal, e a Prova Brasil - para os municípios.

Criado em 2007, o Ideb serve tanto como dignóstico da qualidade do ensino brasileiro, como baliza para as políticas de distribuição de recursos (financeiros, tecnológicos e pedagógicos) do MEC. Se uma rede municipal, por exemplo, obtiver uma nota muito ruim, ela terá prioridade de recursos.

Nos laços do Calvário,
Prof Damasceno.